Tanques e navios sírios bombardearam neste domingo o porto de Latakia, principal porto sírio no Mediterrâneo, matando 24 pessoas, disseram moradores e grupos defensores de direitos humanos.
Os ataques fazem parte da ofensiva lançada pelas forças do presidente Bashar al-Assad para reprimir os protestos contra seu governo.
Desde o começo do Ramadã, mês do jejum muçulmano, em 1o de agosto, as forças de Assad vêm atacando os principais centros urbanos e as regiões próximas, onde protestos exigindo liberdade política e o fim dos 41 anos do governo da família Assad atraíram multidões, disseram os defensores de direitos humanos.
'Consigo ver as silhuetas de duas embarcações cinzas. Eles estão atirando e o impacto está chegando em al-Raml e al-Filistini e nos bairros de al-Shaab,' disse uma testemunha à Reuters por telefone de Latakia, onde tanques e veículos armados foram enviados há três meses para reprimir a dissidência contra Assad nos bairros de maioria sunita.
'Esse é o ataque mais intenso em Latakia desde o começo da insurgência. Qualquer um que colocar a cabeça para fora da janela corre o risco de levar um tiro. Eles querem eliminar as manifestações uma vez por todas', disse.
A cada noite, uma média de 20 mil pessoas têm se manifestado para pedir a renúncia de Assad em diferentes áreas da cidade após as orações de Ramadã, conhecidas como 'tarawih', disse uma testemunha.
A União de Coordenação da Revolução Síria informou que 32 civis foram mortos neste domingo. Entre esses, 24 morreram em Latakia, inclusive uma menina de dois anos, Ola al-Jablawi. As mortes ocorreram depois que forças de segurança mataram 20 pessoas durante as marchas realizadas em todo o país na sexta-feira.
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