quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Relações Internacionais: um mercado em alta com salários




Diplomacia. Para quem sonha com uma carreira que transcenda fronteiras, essa é a palavra de ordem. A profissão de Relações Internacionais (RI) abre as portas do mundo para quem pensa estrategicamente, sabe lidar com o público, adapta-se facilmente às mudanças, encontra soluções com agilidade, tem habilidade em negociar e mostra interesse pelos processos históricos, políticos e socioeconômicos.


“É sem dúvida uma área muito promissora no país. A procura por graduados em Relações Internacionais tem sido muito grande nos mais diversos setores, principalmente quando a graduação vem acompanhada de um bom conhecimento geral nas áreas de direito, política e economia, domínio de língua estrangeira (inglês é fundamental) e qualificação profissional contínua”, afirma a coordenadora do curso de RI da UEPB (Universidade Estadual da Paraíba) Lenira da Costa Nóbrega.


Quem pretende mergulhar na realidade internacional e conhecer os mecanismos de interação entre as culturas e os povos deve investir desde já na profissão. O curso superior de Relações Internacionais tem duração média de quatro a seis anos e meio, dependendo do turno escolhido (manhã ou noite). 


A carga horária é de mais de 3 mil horas-aula, distribuídas entre disciplinas teóricas e práticas como antropologia cultural, processos de integração regional, cooperação internacional, sistemas políticos contemporâneos, resoluções de conflito, comércio exterior e técnicas de negociação.
“O curso é focado em política internacional.




Vai preparar os alunos para análise da política externa, comportamento dos Estados no sistema internacional e formulação de projetos políticos, habilidades fundamentais para atuação em órgãos como a ONU (Organização das Nações Unidas), que tratam de criar regras comuns envolvendo o cenário mundial”, explica Raquel Melo, coordenadora do mestrado em Relações Internacionais da UEPB. 


Além dos organismos internacionais, os profissionais internacionalistas podem atuar nas assessorias e consultorias dos órgãos públicos e privados, organizações não-governamentais (ONG), bancos de investimento e na imprensa especializada. A abertura do campo de trabalho promove uma variação salarial bastante significativa.


“A remuneração inicial para a carreira diplomática é de R$ 7.751,97, conforme edital de 2008, mas o internacionalista ainda pode atuar desenvolvendo projetos em diversas secretarias junto ao Estado, tanto no nível federal, quanto estadual ou municipal, além da carreira acadêmica”, acrescenta Lenira da Costa. “As empresas precisam, cada vez mais, de uma boa assessoria para negociar e receber grupos de investidores estrangeiros. Assim, os profissionais podem atuar como diplomatas também no setor privado”, completa Raquel Melo.


Segundo a coordenadora da pós-graduação, no Sudeste, já existe um campo bem vasto para o exercício da profissão, mas na Paraíba a área ainda é pouco conhecida. “É importante que o internacionalista não se atenha apenas a João Pessoa, onde o mercado ainda está em construção, mas tenha experiência de mundo e perspectiva de conhecer outras realidades, mesmo que volte para trabalhar na sua cidade depois”, orienta Raquel Melo. 

Fonte: www.mundovestibular.com.br

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