sexta-feira, 13 de maio de 2011

Internauta de Portugal ajudou a fundar uma comunidade de apoio ao leão. Mudança do Simba depende do Ibama e de apoio para pagar o transporte.


O zoológico onde morava o leão Simba, em MS, foi desativado. Após 6 anos de espera, ele deve ser transferido para SP.O zoológico onde morava o leão Simba, em MS, foi desativado. Após 6 anos de espera, ele deve ser transferido para SP. (Foto: Reprodução/TV Morena)
O caso de leão Simba, que vive solitário em um zoológico desativado em Ivinhema, a 297 quilômetros de Campo Grande, sensibilizou pessoas de até outros paises. É o caso do português Helder Gustavo Quintela Meneses Ferreira, que vive em Braga. Ele, junto com a psicóloga paulista Fátima Nogueira, fundou a comunidade em prol do rei da selva, que hoje conta com mais de mil adeptos.
“Fiquei sensibilizado e chocou-me saber o estado em que ele estava Fiquei muito triste ao saber que ele estava numa situação de total abandono e que só era alimentado três vezes por semana e também do seu isolamento”, completa.
Umas das coisas que, segundo ele, mais chamou sua atenção foi a união de várias pessoas por uma mesma causa. “Notei uma grande solidariedade entre as pessoas que me admirou muito e me deu mais vontade ainda de continuar, e a quem eu agradeço muito por todo o apoio e dedicação de todos”, diz Meneses.
Mesmo estando longe, diz ter recebido com muito entusiasmo a notícia sobre o futuro lar do Simba. “Foi uma sensação de muita alegria saber que o Simba irá ter agora um lugar digno para viver e com todas as condições necessárias para ser feliz “.
Leão solitário e depressivo está em zoológico desativado em Ivinhema (Foto: Divulgação/Ivinotícias)
De onde virá o dinheiro para a mudança?
A administradora do Rancho dos Gnomos em Cotia (SP), Sílvia Pompeu, disse que pode receber o felino, pois como a morte de uma tigresa, abriu uma vaga no local onde vivem outros 14 leões. Mas ela disse que não tem condições de arcar sozinha com as despesas de trasferência. "Precisamos de parceiros para ajudar a pagar as despesas do envio de veterinário, biólogo e um caminhão-guincho com motorista até o local. Além disso, um novo animal no rancho é uma boca a mais, precisa de comida, tratamento, medicamentos. Boa vontade sozinha não funciona", conta.
Essa é a preocupação, também, do prefeito de Ivinhema, Renato Pieretti Câmara. “Temos que ver quem é o responsável de fazer essas custas. Se quem é de direito não fizer, nós vamos verificar da melhor forma possível como podemos resolver”, disse o prefeito. O felino vive há seis anos em um zoológico desativado no município do interior de MS.
Segundo ele, quando o zoológico foi desativado em 2005 a responsabilidade pelos animais foi passada ao Ibama, cabendo à prefeitura, cuidar dos bichos enquanto eles não fossem removidos do local.
Repercussão nas redes sociaisO caso do felino, que segundo os tratadores está depressivo desde que perdeu a sua companheira, ganhou repercussão em uma rede social da internet. A comunidade mobilizou diversas entidades e em cinco dias resolveu um problema que persistia há seis anos.
Pieretti alega que a prefeitura já entrou em contato com diversas entidades, e por meio da Fundação Municipal de Meio Ambiente intermediou o contato com o Ibama, mas a transferência, em todos esses casos, não foi aprovada pelo órgão, de acordo com o prefeito. “Algumas entidades foram recusadas. Essas entidades têm de estar devidamente regulamentadas. Durante esse tempo cuidamos dos animais da melhor forma possível”, afirma o prefeito.
Segundo ele, o animal é bem cuidado no zoo desativado e discorda que Simba esteja em depressão. “O animal que fica sozinho não vai ficar correndo o dia inteiro. É um animal que está tranquilo e bem cuidado”, diz Pieretti. “Ele está comendo, se ele estivesse com algum problema de saúde, iria emagrecer. Ele está gordo e tranquilo”, concluiu o prefeito.
Posição do IbamaA coordenadora de fauna do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), Paula Mochel, explica que a remoção de Simba depende de aval do órgão, que atesta as condições sanitárias do local de destino e emite uma guia de transferência.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Em Martinópolis, salários são pagos de acordo com iniciais dos nomes. Decreto do prefeito proíbe que funcionários falem sobre o problema.


Depois de pagar os salários dos funcionários com base na inicial do nome, a Prefeitura de Martinópolis, no interior de São Paulo, decidiu proibir os servidores de falar sobre os atrasos nos pagamentos. A determinação foi feita através de um decreto do prefeito Waldemir Caetano de Souza.
O prefeito da cidade, que tem seu nome iniciado com a letra w, já recebeu seu pagamento. “O fato de que pagou do z ao m foi simplesmente o que saiu no sorteio, não teve participação do prefeito. O fato dele ter recebido foi simples coincidência”, disse Margarete Hermsdorff, diretor da de administração.
A menos de dez dias do fim do mês, 218 funcionários da prefeitura continuam trabalhando sem receber os salários. Desde outubro do ano passado os salários têm sido pagos com atrasos. Neste mês, a cidade usou um critério polêmico para fazer os pagamentos: a letra inicial do nome do servidor, partindo da letra z.
O decreto proíbe que os funcionários públicos falem de assuntos pessoais, como salários, façam reclamações ou organizem manifestações durante o horário de trabalho.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Cinco regiões avançaram mais que a média nacional no período, de 10,5%. Em dezembro, sobre novembro, houve queda em 11 locais.


A produção da indústria nacional avançou em todas as 14 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2010. De acordo com o levantamento, divulgado nesta quarta-feira (9), cinco unidades da Federação registraram altas acima da média nacional no período, que ficou em 10,5%. Os maiores destaques ficaram com Espírito Santo (22,3%), Goiás (17,1%), Amazonas (16,3%), Minas Gerais (15,0%) e Paraná (14,2%). Na pesquisa, o IBGE considera 13 estados e a região Nordeste.    
Segundo o gerente da Coordenação de Indústria, André Luiz Macedo, os principais setores dentro da indústria responsáveis pelo crescimento são os ligados aos bens de consumos duráveis. "Principalmente automóveis e eletrodomésticos, com destaque para a linha marrom, onde a produção de televisores foi, sem dúvidas, a que mais cresceu. Além desses, o setor relacionado aos bens de capital, a própria recuperação da produção dos insumos industriais e das exportações de commodities”, disse.
Evolução da produção industrial (Foto: Editoria de Arte/G1)

A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em 2010 impulsionou a produção de automóveis e de máquinas e equipamentos, onde estão incluídos os eletrodomésticos da linha branca, como geladeiras e fogões. "Isso explica o forte crescimento da indústria no primeiro trimestre, que contribuiu para o resultado positivo no ano."
LocaisAcumulado em 2010
Amazonas16,3%
Pará9,4%
Região Nordeste8,1%
Ceará9%
Pernambuco10,2%
Bahia7,1%
Minas Gerais15%
Espírito Santo22,3%
Rio de Janeiro8,4%
São Paulo10,1%
Paraná14,2%
 Santa Catarina6,5%
Rio Grande do Sul6,9%
Goiás17,1%

Fonte: IBGE
 "O crescimento do Espírito Santo [em 2010] tem a ver com o maior beneficiamento do minério de ferro, maior extração de petróleo e gás, além de avanços na metalurgia básica e produção de celulose”, afirmou Macedo.
O crescimento da produção da indústria, da ordem de dois dígitos se justifica também, conforme afirmou o gerente, pelos resultados negativos em 2009.  “Esse crescimento de dois dígitos também tem a ver com uma base de comparação muito baixa com relação ao ano interior.” Em 2009, a produção recuara 7,4% no país, em todas as regiões pesquisadas, com exceção apenas do estado de Goiás, que teve um leve crescimento de 0,2%. O pior desempenho fora registrado no Espírito Santo.

Sobre novembro
Na comparação mensal, dezembro frente a novembro, foi verificada queda, com ajuste sazonal, em 11 dos 14 locais. Os maiores recuos partiram de Rio de Janeiro (-5,7%), Paraná (-5,0%), Bahia (-3,9%), Goiás (-3,8%) e Rio Grande do Sul (-3,0%), Espírito Santo (-1,9%), Ceará (-1,6%), São Paulo (-1,2%), Pernambuco (-1,2%), Região Nordeste (-0,7%) e Amazonas (-0,4%). Na contramão, nesse período, altas foram observadas em Santa Catarina (3,0%), Minas Gerais (2,0%) e Pará (0,8%). A média nacional, na comparação mensal, registrou queda de 0,7%.
"Em dezembro de 2010, a desaceleração na produção de veículos automotores, no setor têxtil e de metalurgia explicam a queda de 5,7% na produção industrial do estado do Rio de Janeiro, na comparação com novembro do mesmo ano. Foi a maior queda entre as regiões pesquisadas.”

Destaque para o Pará
Já em relação ao mesmo período de 2009, a produção industrial avançou em 10 dos 14 locais pesquisados. Os maiores destaques foram registrados no Pará (13,5%) e em Goiás (10,3%). Na sequência, estão Amazonas (8,7%), Minas Gerais (6,5%) e Santa Catarina (5,2%). Tiveram crescimento, mas um pouco abaixo da média nacional, de 2,7%, Rio de Janeiro e São Paulo (ambos com 1,2%), Rio Grande do Sul (0,7%), Paraná e Pernambuco (ambos com 0,2%). Em sentido inverso ficam Espírito Santo, cuja produção caiu 0,8%), região Nordeste (-5,5%), Ceará (-9,7%) e Bahia (-10,8%).

domingo, 8 de maio de 2011

David Graeber estudou a história da economia e diz que ela segue ciclos. ele diz que o endividamento é natural da humanidade.

Pintura do século XVIII do britânico William Hogarth mostra o interior de uma prisão para endividados (Foto: Reprodução)O aumento do endividamento no Brasil preocupa o governo e os brasileiros, mas uma análise histórica sobre este tipo de problema indica que, no longo prazo, pode não ser algo tão novo ou urgente. “Na história da humanidade, a maior parte das pessoas foi endividada, pelo menos em algum ponto de sua vida. O aumento do endividamento é uma repetição da história”, explicou David Graeber, antropólogo que estudou a história do dinheiro e das dívidas.

Graeber lançou neste mês nos Estados Unidos o livro “Debt, The First 5000 Years” (Dívida, os primeiros 5 mil anos), em que analisa a perspectiva histórica das relações de dívida. Segundo ele, a história do dinheiro é a mesma história do sistema de crédito e débito. Ao contrário do que se pode pensar, entretanto, a dívida surgiu antes do dinheiro. “Os sistemas de crédito vieram primeiro, e as moedas foram inventadas muito tempo depois”, explicou.
Após estudar o tema, ele diz que os primeiros registros que existem do sistema de dívida e crédito são de 3 mil anos antes de Cristo, mas é impossível ter certeza exatamente de quando ele surgiu. “O dinheiro não surgiu na forma impessoal e fria, como metal e com valor intrínseco. Ele originalmente aparece como forma de medida, uma abstração, mas também como uma relação de dívida e obrigação entre seres humanos”, disse
.

sábado, 7 de maio de 2011

Seis pessoas foram resgatadas e levadas para hospital. Ônibus carregava mais pessoas do que a sua capacidade.

O incêndio de um ônibus que transportava mais pessoas que o permitido vitimou 41 pessoas, deixando outras seis feridas, na província chinesa de Henan, informou nesta sexta-feira (22) a agência oficial 'Xinhua'.
Ônibus pega fogo na China e 41 morrem (Foto: Reuters)

  veículo, que apesar de dispor de apenas 35 assentos transportava 47 viajantes, pegou fogo durante a madrugada na estrada Pequim-Zhuhai, à altura da cidade de Xinyang.
Seis ocupantes do ônibus, incluindo o motorista, foram resgatados com vida em meio às chamas e levados a um hospital local, onde permanecem internados.
Os corpos carbonizados resgatados do interior do ônibus ficaram irreconhecíveis, pelo que só poderão ser identificados através de exames de DNA, disse um oficial de Polícia citado pela agência 'Xinhua'.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Projeto monitora os nove animais restantes na Mata Atlântica no estado. Conservação inclui proteção de espécies das quais os felinos se alimentam.


Câmeras instaladas no interior da Reserva Natural Vale, uma das poucas áreas de Mata Atlântica ainda preservadas no Espírito Santo, comprovaram a presença no local de um grupo de nove onças-pintadas, sendo três machos e seis fêmeas.
Os felinos são monitorados há cinco anos e a confirmação da existência de nove diferentes indivíduos é animadora e ao mesmo tempo preocupante: os pesquisadores afirmam que estes exemplares podem ser os últimos da espécie ainda presentes no estado.
Consideradas “indicadores de qualidade ambiental” por causa do grande espaço que demandam para circular e se alimentar, as onças-pintadas podem sofrer com a interferência humana ou mesmo desaparecer devido a falta de ações de conservação.
“Não sabemos a quantidade de onças-pintadas que existiam no estado antes. Entretanto, esses animais encontrados e classificados como população residente da reserva são os últimos existentes na Mata Atlântica no Espírito Santo”, afirmou Ana Carolina Srbek, bióloga e coordenadora do Projeto Felinos, que monitora as espécies presentes na reserva.
Onça-pintada é flagrada por câmera noturna na Reserva Natural da Vale, no Espírito Santo (Foto: Divulgação/Projeto Felinos)
Genética
Ana Carolina e sua equipe capturaram imagens e identificaram os animais que vivem na área de floresta. Eles agora vão analisar a variabilidade genética das onças e organizar um conjunto de informações que pode ajudar na estruturação de planos para a proteção da espécie.
“Serão mostrados os primeiros indicativos de que a espécie está entrando em colapso, como ela tem se adaptado às mudanças naturais do clima, às doenças e também como está a sua alimentação. Quanto a isso, paralelamente é feito um trabalho de manutenção das populações de outros animais que fazem parte da cadeia alimentar das onças-pintadas”, disse a bióloga. Os primeiros dados começam a ser divulgados em setembro.
Segundo ela, projetos de conscientização são feitos com moradores próximos à reserva para combater ações de caça de animais como veados, cutias, pacas e quatis, que fazem parte do regime alimentar das onças-pintadas. “Se nada for feito, até 2100 esta espécie poderá ter desaparecido”, afirma Ana Carolina.
Em outra parte da reserva, câmera registra outro exemplar da espécie. Os nove animais são consideradas as últimas onças-pintadas que vivem em ambiente natural no Espírito Santo (Foto: Divulgação/Projeto Felinos)
Preservação
A reserva, localizada em Linhares (ES) e pertencente à companhia Vale, faz parte de um sistema natural composto ainda pela Reserva Natural de Sooretama, administrada pelo Instituto Chico Mendes Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
A área tem cerca de 46 mil hectares de mata nativa (460 km²), um espaço maior que a Ilha de Santa Catarina, e representa 10% de toda cobertura original do bioma no Espírito Santo.
O local é cortado pela rodovia federal BR-101, que liga o Sul do país ao Nordeste. Com a estrada atravessando as duas reservas, com automóveis e caminhões em alta velocidade, existe o risco de os animais serem atropelados, diminuindo ainda mais a quantidade de espécimes no estado.
“O último caso de onça-pintada atropelada aconteceu em 2003. Mas sempre vai existir o risco de perda de animais se não existir uma solução palpável, como a implantação de redutores de velocidade nessa região”, aponta.
A Mata Atlântica é um dos biomas brasileiros que mais sofreu degradação, restando atualmente 7,5% da sua cobertura original. Segundo informações do Projeto Felinos, outros exemplares ainda não quantificados de onças-pintadas estão distribuídos por parques estaduais existentes em Minas Gerais, São Paulo e Paraná.